Iji

Iji é um jogo de plataformas/shooter 2D com características Metroidvanias. O jogador controla uma jovem rapariga (chamada Iji) que possui capacidades sobre-humanas graças à tecnologia alienígena que lhe foi implantada num laboratório secreto. Infelizmente, momentos depois de acordar, ela descobre que toda a gente morreu e os invasores Tasen estão por todo o lado.

O que irá ela fazer? Isso é para os jogadores descobrirem…

A heroína está repleta de habilidades e armada até aos dentes. Se quiserem podem investir tudo no poder de fogo e obterão a versão feminina do Rambo. Por outro lado, se desejam adoptar um estilo mais pacífico então recomendo que invistam na habilidade Crack, o que vos permitirá evitar maior parte dos inimigos.

Iji irá desenvolver diversas habilidades: Strength (permite destruir portas e pontapear inimigos), Health, Attack, Assimilate (podemos carregar mais munição e alguns itens tornam-se mais eficientes), Crack (permite sabotar inimigos, abrir portas ou contentores), Tasen e Komato (permite-nos usar armas inimigas). Quando uma habilidade alcança o nível máximo, somos recompensados com um bónus passivo.

Em relação às armas, no mínimo existem 8 armas ao nosso dispor, mas mais tarde teremos a hipótese de criar equipamento mais poderoso ao combinarmos armas das duas tecnologias. Algumas combinações são mortíferas, mesmo para Iji se não tiver cuidado.

Um dos pontos negativos é a grande quantidade de texto que aparece no início do jogo. Quando comecei a jogar, só queria andar aos tiros e explorar as redondezas, mas fui frequentemente obrigado a interromper o progresso para ler o que o jogo dizia, pois tinha receio que deixasse algo importante escapar. Felizmente, à medida que vamos progredindo a situação vai melhorando.

Os gráficos são outro ponto que muitas pessoas consideram como defeito, mas eu acho estão bem quanto temos em consideração que Iji foi desenvolvido durante 4 anos e por apenas uma pessoa, Daniel Remar!

Os níveis podem ser completados de várias maneiras conforme o nosso estilo e as habilidades que possuímos na altura. Existem muitos obstáculos que requerem habilidades que estejam a um determinado nível, e se Iji não tiver as habilidades evoluídas é obrigada a arranjar outro caminho.

Conteúdo é algo que não falta em Iji e é um dos pontos fortes do jogo. Além dos finais múltiplos, segredos e ranks que podemos desbloquear, existem mais 3 níveis de dificuldade à espera de serem batidos para o jogador poder receber a sua recompensa.

Não pensem lá porque conseguiram chegar ao fim do jogo na primeira tentativa acabou a festa, porque esta apenas começou.

Apesar de Iji não ser revolucionário é um dos melhores jogos criados no Game Maker e fez com que Daniel Remar saísse da obscuridade. De acordo com o que li Daniel tem como hobby criar jogos e todas as suas criações são grátis.

Apesar das suas falhas, deu-me mais gozo jogar Iji do que muitos títulos comerciais populares que são normalmente compostos por dezenas de pessoas com fundos que podem chegar às várias centenas de milhares de euros.

Altamente recomendado.

Querem mais?